Música por Música

MÚSICA POR MÚSICA: DREAMCATCHER – Apocalypse: Save Us

Com um atrasinho de uma semana cá estamos nós para falar do segundo full álbum do Dreamcatcher, o Dystopia: Save Us, que também dá início a mais uma trilogia do grupo. E, claro, um dos meus álbuns mais aguardados desse ano com toda certeza. Isso combinado com o fato que as meninas finalmente conseguiram seu primeiro win com ele… de verdade, poderia essa que vos fala estar mais feliz?

O full álbum contém 14 músicas, mas algo que já foi feito antes porém ainda diferente: 7 dessas músicas (basicamente metade do álbum) são solos de cada membro do Dreamcatcher. Uma ideia interesse mas que ao mesmo tempo me causa diferentes reações a ela. Agora é ver o quão bem as meninas saíram nisso tudo:

1. INTRO: SAVE US

Como sempre, Dreamcatcher abre seus álbuns com intros instrumentais que localizam e ambientam o álbum por inteiro. Eu geralmente curto bastante as intros das meninas, mesmo que curtinhas, e Save Us é um ótimo jeito de iniciar o álbum em si. A única impressão que tenho que ela é mais curta que as outras das meninas.

2. LOCKED INSIDE A DOOR

Eu vou ser bem honesta com vocês, já encontramos um problema de localização logo aqui. Eu facilmente trocaria ela de lugar com a título, ainda mais que eu acho que a intro se encaixaria melhor com o início de Maison do que com essa faixa, ainda mais que as sonoridades entre ambas são meio contrastantes.

Locked Inside a Door se abraça a uma sonoridade mais voltada ao jazz, criando uma atmosfera interessante e até mesmo misteriosa. As aparições mais fortes de guitarra vez ou outra dando uma personalidade a obra por inteiro. Eu também gosto bastante do direcionamento vocal em si, onde as meninas trabalham bem pra entregar uma música que brinca com essa sensualidade por debaixo dos panos do jazz. Uma ótima música colocada em um lugar awkward.

3. MAISON

Clique aqui e veja minha review de Maison!

A música sobre aquecimento global é realmente boa (mesmo com a DCC decidindo vender NFT nem 2 dias depois do comeback). Tinha tudo pra cair num clichê, mas tem tudo que dá certo pro Dreamcatcher e, felizmente, é uma das melhores títulos do grupo. Consistência em lançamento bom é tudo né?

4. STARLIGHT

Já começo dizendo que das b-sides em grupo essa é, com certeza, a minha favorita mesmo com os defeitos dela. Starlight surfa num estilo que eu acho delicioso de se ouvir e as meninas realmente fizeram um trabalho maravilhoso em toda a interpretação dessa faixa.

A música tem um quê meio etéreo, fazendo parecer que estamos dentro de um sonho enquanto escutamos ela. É uma daquelas faixas que dá gosto da gente ouvir mas parece que falta algo. E esse algo está no final dela, que ao invés de pegar velocidade de novo, acaba num momento mais lento e nos dá a impressão que Starlight está incompleta. Eu adoro a faixa, mas acho que falta acabamento, e isso é bem triste pra uma música tão boa.

5. TOGETHER

Essa música me fez passar por diversos sentimentos, mas principalmente eu não tinha botado muita fé nela no HM que o grupo disponibilizou antes do comeback. Together parecia uma música sem graça e sem personalidade logo de cara e eu fico feliz de estar errada.

Mesmo com um início com o pézinho no adocicado, a faixa consegue pegar ritmo e então se transforma numa obra extremamente divertida. A sonoridade mais voltada pra música de catwalk no refrão joga Together lá em cima em qualidade. É uma canção divertida que definitivamente eu veria num fechamento de anime.

6. ALWAYS

Eis aqui a baladinha que tem em todo o santo álbum do Dreamcatcher, seguindo a receita de bolo que a DCC criou pros álbuns das meninas. Always é uma música mais lentinha que ajusta o álbum pra entrar na segunda parte com os solos.

Eu sempre me divido muito nas baladinhas do grupo, justamente porque elas não são exatamente ruins, mas tem vezes que se precisa de um certo mood pra escutar a coisa toda. Always é uma daquelas músicas que vai depender muito de como eu me sinto na hora que ela tocar, e isso por si só já meio que diz muita coisa sobre ela pra mim.

7. SKIT: THE SEVEN DOORS

Uma skit que é na verdade um interlude porque ela não tem nada de skit. Eu até entendo que o inglês dentro da DCC não é lá essas coisas, mas seria interessante que rolasse um estudo antes de nomearem essa faixa como skit. Ela não tem fala nenhuma, que é a principal característica de uma skit.

Pelo menos como um interlude que abre de vez a sessão de solos do álbum ela funciona, e na verdade tem um instrumental bem interessante de ouvir, que me remete um pouco a trilha sonora de Undertale (que ainda é uma das minhas OSTs favoritas em video game). Pontos negativos pelo nome, pontoa positivos pela obra em si.

8. CHERRY (REAL MIRACLE) (JiU Solo)

Os solos começam com a mais velha e líder do grupo, JiU, com uma música sobre sua cachorrinha Cherry. O conceito é fofíssimo e eu acho que a música segue isso a risca, entregando um popzinho leve e divertido.

A faixa é a cara da JiU em todos os aspectos, tendo esse tom adocicado e cheio de amor que eu realmente só consigo ver ela fazendo dar certo. Eu jurava que não iria curtir Cherry justamente por isso, mas a música acaba se desenvolvendo bem, criando uma atmosfera própria em torno disso e sendo uma faixa gostosinha de ouvir.

9. NO DOT (SuA Solo)

SuA eu só te perdoo por ter enfiado um try hard nesse álbum porque ele ficou muito bem feitinho. No Dot é uma música sobre dualidade, o que realmente não me surpreende quando se fala da main dancer do grupo.

A música em si também combina com ela, e ajuda muito que é uma faixa que consegue explorar tudo que ela faz bem: SuA deve ser a membro mais versátil do DC, cantando bem, sendo rapper algumas boas vezes e, claro, sendo a dançarina do grupo. No Dot pega todos esses pontos dela, junta com o carisma da gata e faz funcionar numa música com o pézinho no try hard. Era um dos solos que eu estava aguardando mais ansiosamente por e não sai decepcionada.

10. ENTRANCING (Siyeon Solo)

Eis um dos solos que no HM eu não dei um centavo e acabou saindo como o meu favorito do álbum. Siyeon sempre consegue impressionar, parece que onde a voz dessa mulher está a música vira ouro. Entrancing é uma música lindíssima sobre não querer acordar de um sonho.

A faixa pega uma sonoridade mais tradicional, com a presença leve dos instrumentos tradicionais combinados com um piano lindíssimo de fundo. Siyeon interpreta a faixa de um jeito tão leve que faz parecer mesmo que estamos dentro desse sonho do qual não queremos acordar. Pode parecer eu puxando o saco por ela ser minha bias no grupo (junto com a Gahyeon) mas Entrancing é uma obra prima que aquece o meu coraçãozinho.

11. WINTER (Handong Solo)

Mais um solos que não botei muita fé no HM do álbum mas que acabou me surpreendendo quando ouvi a faixa por inteiro. Winter é uma faixa mais lentinha mas que consegue te conquistar, também, pela interpretação da coisa toda.

A música é como uma carta sobre as emoções da própria Handong e eu acho que ela consegue passar todo o sentimento nisso aqui do jeito correto. Eu também gosto de como o vocal dela se encaixa perfeitamente com o instrumental, criando uma atmosfera calma. O toque de ouro dessa música está no final, com o último trecho cantado em chinês, lingua original da Handong que é a única membro chinesa do grupo. Sério, ouvir esse final me dá ARREPIOS.

12. FOR (Yoohyeon Solo)

For é… uma escolha por parte da Yoohyeon, sinceramente, que música sem graça. Não me levem a mal, eu realmente gosto do vocal da Yoohyeon mas acho que a música em si não tem pulso nem graça nenhuma, além do refrão ser no mínimo chato. Não faz justiça a cantora, de jeito ou maneira.

E o pior é que ela acaba caindo num clichê de que toda música pra fandom é chatinha e sem pulso, quando eu acho que For poderia ter tido um outro direcionamento a coisa inteira. De novo: vocais estão lindos, Yoohyeon é uma cantora incrível, mas a música em si não funciona pra mim.

13. BEAUTY FULL (Dami Solo)

E a Dami faz TUDO de novo né? A mulher quando faz algo sempre acerta, e Beauty Full é a prova disso, me jogando num momento nostalgia maravilhoso. A primeira coisa que eu pensei quando ouvi essa faixa foi “Avril Lavigne? Sk8er boi?“

Sério, como que pode ela acertar tão bem no meu ponto fraco de infância que é uma música da Avril Lavigne no começo de carreira? Beauty Full, além disso, é uma música sobre confidência e amor próprio. Que faixa meus amigos, obrigada Dami por essa aqui.

14. PLAYGROUND (Gahyeon Solo)

Uma música sobre sentir falta da infância não poderia ter saído da mão de ninguém mais, ninguém menos que a maknae do grupo né? Gahyeon decidiu seguir uma rota meio parecida que a da JiU e acertou redondinho na faixa dela.

Playground tem essa vibe que lembrança divertida de um tempo que já foi bom, que é interepretado perfeitamente pelo vocal da mais nova do grupo. Eu realmente gostei de como a Gahyeon trabalho a música em algo mais divertido ao invés de puxar pra melancolia. Ela vence por falar de saudade de um jeito divertido e gostoso. Nunca errou minha menina!

NOTA DO ÁLBUM: 8,7/10

Apocalypse: Save Us se marca como um álbum acima da média numa época onde a maioria dos álbuns não tenta nem ao menos ter mais de 10 faixas, veja lá músicas com qualidade. O grande porém que retém esse álbum de ter uma nota maior é, realmente, a presença dos solos em faixas que não criam coesão entre si, com um álbum que vezes soa bagunçado quando escutado em ordem.

Os solos são uma escolha que cria um sentimento duplo em quem ouve: as músicas são muito boas e representam bem os membros, mas a impressão que passa é que foram colocados ali como fillers para que esse álbum pudesse ser chamado de full, somente com 5 faixas em grupo. É necessário pesar o quão bem tudo se desenvolve junto para conseguir ignorar esse fato, e é um argumento que acabou por cair por terra por conta de qualidade.

Dreamcatcher sempre entrega álbuns muito bons, com faixas extremamente bem feitas e que acabam se tornando vitais em minhas playlists, e por isso mesmo Apocalypse: Save Us, mesmo com seus defeitos, se torna um álbum ótimo e muito acima da média.

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2 comentários em “MÚSICA POR MÚSICA: DREAMCATCHER – Apocalypse: Save Us

  1. Tive as mesmas impressões sobre esse album. Ele não parece um full album de jeito nenhum principalmente colocado lado a lado com o primeiro full album. Queria que Seven Doors fosse uma faixa completa, é boa demais. Queria muito um full album de vdd mas já q n rolou os solos são legais e entregam qualidade, superaram minhas expectativas. Mas que bom que tivemos o bem merecido win.

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