Música por Música

MÚSICA POR MÚSICA: (G)I-DLE – I NEVER DIE

Depois de muito atraso da minha parte (tia arranjou um emprego e está no final da pós, se batendo com um TCC), cá estamos nós para um pulo de cabeça no primeiro full álbum do Idle, o I NEVER DIE.

E vamos ser sinceros? Eu estava bem animada pra fazer esse música por música, ainda mais pensando em quanto eu gosto do Idle e, acima de tudo, o quão boa foi Tomboy por si só. Esse álbum prometia bastante pra mim desde o momento que foi anunciado, então minhs expectativas entrando nele estavam até que altinhas (mesmo para um álbum extremamente curto, 8 faixas). Com isso diso, vamos música por música:

1. TOMBOY

Clique aqui e veja minha review de TOMBOY!

Tomboy ainda é aquela música, com tudo de correto que a Soyeon poderia colocar numa comeback do Idle, ainda mais após tanto tempo de hiatus e o escândalo “pesado” de bullying da Soojin. Ela deu o nome e fez o resto das meninas darem também, numa faixa que se abraça ao rock e faz maravilhas ao nome do grupo. Inclusive, extremamente feliz pelo sucesso delas com essa aqui.

2. NEVER STOP ME

Já abrindo o álbum do jeito certo e mantendo coesão dentro da obra vem Never Stop Me, outra faixa mais puxada pro rock e que por acaso é muito boa. Um dos pontos dela que a diferencia de TOMBOY é o fato que ela não é tão escrachada e suja nos seus ouvidos quanto a título, sendo uma música que caminha mais para o pop rock do que qualquer outra coisa.

Never Stop Me é uma faixa fácil de se gostar e fácil de ouvir, que não exige muito de quem tá ouvindo ela pra ser divertida. Ela cumpre o papel de abrir as b-sides desse álbum perfeitamente, dando um certo tom para o conjunto que, infelizmente, acaba não sendo seguido pelo resto das músicas. De qualquer maneira, provavelmente é uma das favoritas gerais desse álbum e com toda a razão.

3. VILLAIN DIES

E quando eu digo que o tom do álbum muda, eu acabei esquecendo de dizer que é até que rápido demais. Villain Dies é uma música com um aspecto mais obscuro e que eu chuto que poderia aparecer em um álbum como o I trust delas. Não é uma faixa que eu desgosto, na verdade eu acho ela bem interessante, mas a partir dela já rola uma distância da primeira proposta do álbum.

Enfim, Villain Dies é um faixa interessante que brinca com uma cadência vocal interessante que eu gosto bastante, além do fato de parecer realmente uma música de vilão bem gostosa de ouvir. O único ponto da música que talvez trocasse nela é o refrão, mais especificamente o instrumental utilizado nele. Pra um refrão sem vocais eu acho que eles poderiam ter tentado algo menos vazio, mas né…

4. ALREADY

A gente sai de rock, para uma música mais dark e então algo mais lento. Already é outro ponto que distoa de tudo proposto musicalmente até agora, introduzindo a seção mais lenta do I Never Die (que sim, é a porção mais predominante dele todo, por mais incrível que pareça). É estranho ver essas trocas assim, sem mais nem menos, então a faixa por si só fez com que eu erguesse minhas sobrancelhas.

Already até que começa forte, os versos são bem legais e o instrumental da música é bem gostinho de se ouvir, mas eu realmente acho que o refrão quebra tudo e ele simplesmente não combina com o resto da música. Talvez se ele fosse outro, com outra interpretação, Already tomasse uma coloração mais obscura e se encaixasse perfeitamente depois de Villain Dies e talvez por isso eu real não consiga suportar essa faixa.

5. POLAROID

E eis a música mais sem gracinha do álbum, e, por consequência, a mais lentinha da coisa toda. Polaroid, ao meu ver, é mais uma música fillerzão do que qualquer outra coisa. Ela não encontra seu lugar ao sol, não tenta ser nem ao menos interessante em nenhum dos momentos dela e muito menos é marcante.

É só uma música fofinha e lentinha sobre tirar uma polaroid entre amigas fazendo carinhas engraçadas como uma memória, que pode até ser um trope bonitinha mas acaba sendo meio que sem efeito em me fazer curtir nem que seja uma parte da música. Polaroid é uma música sem graça e filler num álbum já extremamente curto.

6. ESCAPE

Escape, com toda a certeza, deve ser a melhor música entre as mais lentas e uma das melhores do álbum. O que falta de personalidade na sua antecessora parece que foi jogado aqui pra dar mais carisma pra essa música, que mesmo lentinha é marcante. E eu vou ter a cara de pau de dizer que a principal razão pra isso é o instrumental.

Eu realmente gosto do toque delicado dele em todos os pontos da música, que dão essa sensação de estar preso a essa música de um bom jeito. Isso com a ajuda de toda a parte vocal dela, que é incrível por si só, faz com que Escape seja um ótimo exemplo de música lenta com estrutura impecável o suficiente pra fazer com que eu puxe o saco dela.

7. LIAR

Mais um rockzinho, e com toda certeza deveria estar no começo do álbum pra se encaixar melhor entre Tomboy e Never Stop Me. Das b-sides essa aqui é a minha favorita, eu realmente adoro toda a composição da música, desde a guitarra predominante até mesmo os vocais.

A faixa tem uma tonalidade forte e maravilhosa de se ouvir, com as meninas colocam uma das melhores performances vocais entre todas as faixas aqui. A música é forte, gostosa e ao mesmo tempo consegue divertir muito no que se propõe a fazer. Com certeza uma obra prima dentro desse álbum.

8. MY BAG

E então temos mais uma troca de personalidade do álbum, que realmente me faz questionar o que diabos passou na cabeça de quem organizou isso. My Bag é bem algo que eu esperaria vindo de qualquer outro grupo que mira mais no hip hop, sendo uma música mais de mina fodona do que qualquer outra coisa.

A faixa não é necessariamente ruim, mas ela realmente é algo que não me prende, daquelas que se tocasse de fundo eu não me sentiria ofendida mas não é forte o suficiente para ser salva na minha playlist. Muito lugar comum mesmo que bem produzida, é uma faixa safe demais pro meu gosto.

NOTA FINAL DO ÁLBUM: 6,5/10

Sinceramente? Para o primeiro álbum de um grupo que eu gosto tanto quanto o (G)I-DLE eu esperava muito mais das meninas. O álbum em si não é ofensivo como muitos outros que já trouxe por aqui, as músicas na verdade estão numa média ok. O problema é ser uma obra extremamente na média e extremamente curta, além da extrema falta de coesão quando a gente escuta faixa por faixa. O único momento mais coeso nele inteiro são as três faixas mais lentas uma seguida da outra, mas as trocas antes e depois delas são… totalmente sem sentido.

Além disso, são somente 8 faixas num full álbum, algo do qual eu vou sempre reclamar, e dessas 8 faixas só metade do álbum realmente me impressionou. Isso é bem triste de pensar, principalmente falando (de novo) de um grupo pelo qual eu tenho tanto apreço. Pelo menos as faixas boas são MUITO boas e ajudam a colocar o álbum num patamar mais alto comigo.

(G)I-DLE poderia, com toda a certeza, ter feito um full álbum muito mais coeso e impressionante que o I Never Die, mas ao mesmo esse não é um álbum exatamente ruim. Na verdade ele consegue divertir algumas vezes e tem algumas faixas MUITO acima da média. Espero que um próximo full das meninas aprenda com o pontos fortes desse e os reflita em mais músicas boas.

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