Música por Música

MÚSICA POR MÚSICA: Taeyeon – INVU

Eu e minha incrível habilidade de acabar atrasando meus posts… MAS, cá estamos com uma semana de atraso para fazer a review do full álbum da Taeyeon, e um dos meus mais aguardados desse ano (agora batendo de frente com o já confirmado full álbum do Dreamcatcher em abril), o INVU. Acho que todo mundo já sabe que eu simplesmente adoro essa mulher e 99% da discografia dela.

Com isso dito, INVU já mal tinha saído eu já tinha planejado as 1001 reviews que eu teria que soltar dele, tomando um cockblock tamanho família do meu pc, que semana passada resolveu brincar de quase me dar um infarto. Ele está bem e vivo e eu estou aqui para trazer mais um música por música para vocês!

1. INVU

Clique aqui e veja minha review completa de INVU!

Eu digo e repito: quando Taeyeon se dispõe a trazer algo ela sempre traz algo de qualidade, e isso se provou mais uma vez com a existência de INVU. Tudo nessa música é maravilhoso, até mesmo o clipe que está lindo de morrer. A faixa é uma daquelas que provavelmente poderia se repetir um milhão de vezes e eu escutaria todas elas sem reclamar nada.

2. SOME NIGHTS

Do álbum inteiro infelizmente Some Nights é uma das mais fraquinhas, mesmo que dentro do conjunto da obra ela funcione muito bem e sendo uma música boa. Ela é exatamente o que se esperaria num álbum da Taeyeon, uma música mais lenta que abusa um pouco dos vocais da nossa idosa favorita. Inclusive, um dos pontos altos dessa faixa em si é toda a construção vocal dela.

Eu realmente gosto bastante do tom celestial que a voz da Taeyeon dá a faixa, criando um movimento para algo que tem um instrumental mais lento e até muito simples. É daquelas faixas que a gente ouve, gosta, mas ela geralmente fica meio esquecida no fundo da sua playlist até ela vir no aleatório e vocês pensar “nossa, verdade, essa aqui existe e é boazinha né?”

E claro, não ajuda muito ela estar justamente entre a título e:

3. CAN’T CONTROL MYSELF

Clique aqui e veja minha review completa de Can’t Control Myself!

Eu já puxei um saco absurdo de Can’t Control Myself e com certeza o farei de novo. A faixa tem tudo que eu adoro, a sonoridade mais puxada para um rockzinho suave, os vocais da Taeyeon e toda uma melancolia e desespero que dão uma vida a mais pra obra por inteiro. Foi pré release do álbum e ainda está batendo cartão no meu repeat.

4. SET MYSELF ON FIRE

Agora sim começa o tiroteio que é esse álbum, com música ótima atrás de música ótima. Set Myself On Fire combina perfeitamente com sua localização no álbum, como uma quase continuação de Can’t Control Myself, que segura a mesma tonalidade mais obscura e melancólica, com um ar um pouco mais libertador do que desesperador. Novamente, o que constrói tudo nessa faixa são os vocais da Taeyeon, que entregam uma performance maravilhosa e cheia de vida.

Entretanto, mesmo ainda tendo similaridades com sua antecessora no álbum, a faixa é uma música completamente diferente e autônoma, funcionando sozinha sem precisar se esforçar muito. O único defeito que consigo apontar por aqui é que Set Myself On Fire é bem curtinha, e mesmo assim nem é um problema tão grande quando a estrutura dela está completinha e nada é sacrificado.

5. TODDLER

Toddler (que traduz mais ou menos como criança pequena) foi um título de música que me deixou um pouco surpresa, e foi uma das únicas do álbum que fui atrás de tradução (tirando as duas que tiveram MV) e nossa Taeyeon, pra que me machucar assim? A música tem mais ritmo mas ainda assim a letra tem toda uma reflexão um pouco mais triste, o que me faz gostar mais ainda da faixa.

Eu realmente gosto, e muito, de tudo aqui, mas principalmente de toda a construção instrumental da coisa toda. É tudo ritmado, com um baixo marcado e delicioso de se ouvir, que vai e volta de acordo com o passar da música, dando mais personalidade a coisa toda. Um detalhe que eu gosto bastante é o quanto que os vocais da Taeyeon trabalham dentro da melodia, quando ela desacelera a voz da Taeyeon cresce e entrega notas mais altas, mas quando existe ritmo a voz se torna mais parada e quase que passando um impressão de monotonia. É um ponto que funciona bem com a letra da música em si e cria uma ótima personalidade própria pra ela.

6. SIREN

Essa aqui ganhou o título de minha favorita enquanto eu conversava com alguns amigos, e acho que ela vai sustentar esse título até o final. Siren é uma daquelas músicas que te puxa pra dentro dela, e cada detalhe nela cria uma ambientação a obra inteira. Começando com toques suaves nos versos, alcançando batidas mais fortes no pré refrão e então estourando no refrão, Siren realmente te pega pela mão e te leva numa viagem.

Num contexto geral, a Taeyeon entrega uma performance vocal numa tonalidade mais abusada e provocante, que se mistura perfeitamente com todo o resto da canção. Siren é uma daquelas faixas que vai te fazer escutar ela algumas vezes pra você pegar cada detalhezinho que pareceu passar batido. Tem algo em cada partezinha que faz com que você volte e tente entender o que a música está te contando sem precisa sequer olhar para letras ou coisas do tipo. Eu adoro cada pedacinho dessa faixa e do trabalho da Taeyeon nela.

7. COLD AS HELL

Eis outra faixa com um nome chamativo e que faz jus a música em si, Cold As Hell é outra que entrega exatamente o que você espera no momento que aperta o play nela: uma música com um instrumental pesado e com uma entrega vocal impecável, mesmo que repetitiva as vezes. É uma faixa que me lembra um pouco mais os atos mais novos de kpop, principalmente falando no refrão, mas ao mesmo tempo ela tem essa diferenciação palpável entre o resto.

A minha impressão é que Cold As Hell foi pensada pra ser uma faixa mais pesada, que vai te sugando aos poucos e te colocando nessa posição que você sente esse mesmo sentimento pesado que a música te passa. Cada partezinha, desde o instrumental nos versos que parece pingos mais pesados, o drop forte no pós refrão e até mesmo a própria Taeyeon te passam esse sentimento perfeitamente e… acho que isso se tornou algo normal nesse álbum, né?

8. TIMELESS

Sabe aquela faixa do álbum que parece te abraçar e te passa uma sensação de conforto? Pois bem, essa faixa é Timeless. Mesmo tendo uma sonoridade completamente diferente de Cold As Hell as duas parecem se complementar perfeitamente, indo de um sentimento mais pesado para algo que parece te abraçar e dizer “agora vai ficar tudo bem” e eu gosto desse contraste.

A música tem toda uma construção mais leve, com um instrumental que não explora nada extremamente diferente, e com aquela mesma textura quase celestial que existe tanto na voz da Taeyeon quanto no instrumental. Timeless é uma daquelas músicas que é simples mas forte, com uma performance vocal maravilhosa e digna dos primeiros lançamentos da Taeyeon.

9. HEART

Heart é difícil de explicar sem parecer que eu estou odiando a música, porque eu realmente gosto dela. Mas ela é a música que mais destoa do álbum inteiro, sendo um número que eu veria a Taeyeon lançando com o Purpose, e não com o INVU. A faixa é boa, tem um instrumental super interessante e vocais lindíssimos, mas parece destoada e até mesmo lesada dentro de um álbum com tanto poder quanto esse.

Basicamente: ela sofre do mesmo problema que Some Nights, onde é uma boa faixa mas que perde um pouco o brilho entre as outras faixas. Mesmo assim, eu ainda acho ela mais forte que a outra citada, por ter um instrumental mais marcado e interessante, além de toda uma entrega incrível, que acaba ainda a colocando como uma faixa com maior fator replay que a outra.

10. NO LOVE AGAIN

Novamente somos jogados em uma faixa que cabe extremamente bem dentro do álbum, com No Love Again sendo uma ótima continuação para Timeless. Me pergunto se ela e Heart tivessem sido trocadas de lugar se a segunda teria ganho um pouco mais de força dentro da obra… Enfim, continuemos puxando o saco dessa aqui.

No Love Again brinca exatamente com uma sonoridade fácil de digerir mas que é extremamente divertida de se ouvir, além de ser um prato cheio pra quem curte prestar mais atenção nos pequenos detalhes dentro do instrumental. Eu gosto como sempre tem algo novo a cada refrão, nem que seja a presença de um violino discreto no refrão final. Isso, contando com a presença da guitarra distorcida, que é um dos pontos mais marcados do instrumental, dão profundidade a uma música que provavelmente era pra ser só descontraída e divertida dentro da álbum.

11. YOU BETTER NOT

“MAKE ME CRY, MAKE ME SMILE” foi exatamente o que me vendeu essa música no momento que eu escutei ela a primeira vez. Eu realmente gosto da sonoridade da música por completamente, principalmente pela presença da guitarra por ela quase inteira, mas caras o refrão dessa belezinha te vende ela muito bem.

You Better Not é uma daquelas músicas pra qual você não dá um 1 centavo furado quando começa a tocar, pensando que não vai ter muita evolução e vai acabar sendo uma música monótona. Por isso que o refrão dela é tão importante, porque ele dá um pulso novo para música, principalmente quando após o primeiro refrão a música toma um rumo bem diferente do seu começo. É daquelas que provavelmente vai precisar crescer em alguns, mas boa de qualquer maneira.

12. WEEKEND

Clique aqui e veja minha review completa de Weekend!

Ah sim, uma reciclagem, nossa como eu estou surpresa não é mesmo… Olha, eu só não reclamo tanto da presença de Weekend por aqui porque eu realmente gosto da faixa e é só uma coisa sendo reciclada, porque senão vocês me ouviriam. De qualquer maneira, eu não acho que Weekend se encaixa tão bem assim nesse álbum, sendo uma música mais colorida e animadinha. Acho que teriam se saído melhor sem ela sendo reciclada, mas fazer o que né?

13. ENDING CREDITS

Mais uma vez Taeyeon finaliza um álbum com uma música com o título (e provavelmente letra) que se encaixam perfeitamente com o final do álbum. Isso aconteceu a primeira vez lá no My Voice, que termina com Curtain Call que ainda é uma das minhas faixas favoritas da gata. Então eu esperava que Ending Credits tivesse a mesma força que a outra.

Ela até tem, eu realmente adoro os versos dela e todo o instrumental, ela me passa perfeitamente a sensação de algo se finalizando e eu realmente acho que é uma música maravilhosa. Só tem um único defeito: eu acho o refrão vazio. O grande poder de Curtain Call estava num refrão maravilhoso e bem amarradinho, enquanto Ending Credits se carrega nela repetindo o título da música algumas vezes, mesmo que em cima de um ótimo instrumental. Poderia ter chego no mesmo nível que Curtain Call, mas infelizmente falha só em um ponto.

NOTA FINAL DO ÁLBUM: 9,8/10

INVU, pra mim, bate frente a frente com o Purpose, full álbum anterior a ele, no quesito qualidade. Todas as músicas são pelo menos boas, a maioria sendo ótima e muito acima da média. Eu tenho uma leve queda pelos álbuns da Taeyeon que abusam de sentimentos, que giram em torno de músicas que vão sempre atingir um ponto da sua cabeça e até mesmo da sua memória mesmo que você nem saiba qual a letra e significado dessas músicas. É um sentimento estranho de conexão que faz com que o INVU seja tão grande e até mesmo um álbum pessoal pra mim, porque eu mesma me vi em diversos momentos nele. E, acima de tudo, eu gosto da pegada mais obscura que a maior parte das músicas traz.

Isso tudo combinado com um álbum extremamente coeso, onde dificilmente se acha uma falha na tracklist quando escutando ele por inteiro e fora do random (essa única falha gritante sendo Weekend) dá uma fluidez indescritível pra obra por inteiro. Você se sente dentro desse álbum e ele te abraça com música após música que funcionam entre si, dando mais beleza a atmosfera completa dele. É um daqueles álbuns que você sente prazer em ouvir e repetir inúmeras vezes.

Taeyeon mais uma vez acerta dentro de sua fórmula, com vocais maravilhosos dentro de instrumentais intrínsecos e cheio de detalhes, entregando um álbum coeso e extremamente interessante de se ouvir. INVU, com toda certeza, é um dos melhores álbuns de kpop não só desse ano (que nem começou) mas em um bom tempo.

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