2021 · TOP FINAL DE ANO

As 100 melhores do KPop de 2021 (PARTE 2)

Mais um dia e mais uma parte do nosso top 100 de final de ano! Bem vindos de volta a minha sessão de “olhem o meu gosto duvidoso em música” e agora com a segunda parte se iniciando. Na primeira parte nós preparamos o terreno da coisa toda e na segunda parte vamos ver mais um pouquinho e talvez julgar do que fez a minha playlist de kpop desse ano. Sem mais delongas, o 80º lugar é:

80º ITZY – LOCO

Eu vou me repetir por aqui mais uma vez, mas esse ano foi realmente muito fraco para o ITZY e, mesmo que eu goste de LOCO, eu tenho ainda noção que esse não é o melhor treco que aconteceu esse ano. A música é divertida e eu acho que é um passo na direção de voltar o ITZY para o que dava certo pra elas, ainda mais que ela tem a mesma estrutura que outras músicas do grupo que eu realmente amo. O problema é que LOCO, acho ela uma faixa extremamente divertida e fácil de engolir, mas ela ainda não é uma Wannabe, Dalla Dalla e até mesmo Not Shy da vida, ela não me traz as vibes do Itzy que eu tanto amei no primeiro e no segundo ano delas e que fizeram com que elas aparecessem em posições altas nos últimos dois anos. Fica ai o quão decepcionada eu estou com a direção do grupo e também a última aparição delas nesse top de 2021.

79º IVE – ELEVEN

É, eu to ligada que todo mundo chamou isso aqui de básico e a maioria não achou essa coisa toda, mas eu curti, ok? Eleven é bem básica mesmo, ela entrega o que a gente vê uns trocentos grupos femininos tentando, só que em um grupo com duas ex-IZ*ONE que tá vindo de uma empresa média-grande que é a Starship. O problema é que IVE pegou exatamente o que eu gosto em diversos quesitos e fez funcionar em cima de uma estrutura que explora os estilos “crush” que estão em alta. É o básico, umas quinhentas empresa já entregaram uma Eleven, mas nesse caso eu achei que a música ficou acima da média e ela entra no meu top 100 SIM. A única coisa que eu gostaria (e muito) que mudassem nisso aqui é a letra, mas né? Nem tudo pode ser maravilhoso.

78º EVERGLOW – PIRATE

A maldição da minha vida de meter o soco em uma música e alguns dias depois escutar ela e gostar MUITO da coisa toda. Dessa vez a que fez isso comigo esse ano foi, nada mais nada menos, que Pirate do Everglow. Sim, achei ela confusa demais logo de cara, falei que era uma bagunça desnecessária e nossa eu desci o soco nessa música para dois dias depois escutar de novo e deitar com tudo pra ela. Sendo sincera, fazia uma certa falta uma fritação daora vinda de um girlgroup e o Everglow conseguiu entregar algo chiclete e bem farofa mesmo na mesma música. Elas ganham pontos por isso e por me virarem do avesso com uma música. Se tu não gostou de Pirate logo de cara eu diria para escutar de novo agora e ver se sua opinião muda ou não.

77º SHINEE – AREA

SHINee teve nesse ano suas primeiras promoções desde o intervalo militar de Onew, Minho e Key. Claro, eles lançaram dois álbum (um sendo repack) e o Taemin bateu perna pro exército, mas isso não tira o fato que recebemos algo e foi algo de qualidade (tirando a decepcionante Don’t Call Me, claro). Area é a primeira música do grupo a aparecer por aqui, principalmente porque eu não podia deixar ela de lado. A faixa tem uma vibe mais chill e relaxante, com vocais um pouco mais agudos em cima de um instrumental que se constrói na maior parte do tempo em cima de efeitos mais graves. É uma ótima combinação e isso tudo trabalha para que a música entregue essa vibe mais tranquila e gostosa, uma ótima nova adição feita pelo repackage.

76º (G)I-DLE – HWAA

Todo mundo sabe que eu tenho um fraco ENORME por músicas com elementos tradicionais, isso não é nenhuma novidade, e o fato de Hwaa ter sido o último comeback do Idle antes do escândalo de bullying com a Soojin e a saída dela do grupo me deixa extremamente salgada por diversos motivos. De qualquer maneira, Hwaa ainda é um incrível lançamento do girlgroup e ela demonstra perfeitamente o potencial das meninas quando elas se entregam a coisas mais diferentes do seu piloto automático, mas claro isso pode ser somente eu sendo puxa saco do estilo mais tradicional da faixa. Hwaa é meio agridoce, mas uma música bonita demais de se escutar pra gente deixar passar sem falar nela.

75º EXO – DON’T FIGHT THE FEELING

EXO é um daqueles grupos masculinos dos quais eu geralmente não espero muito, principalmente porque as músicas títulos deles geralmente erram feio comigo (mesmo que geralmente tenha uma ou outra b-side que eu acabo gostando), então se eu não disser que Don’t Fight The Feeling foi uma surpresa extremamente agradável pra mim eu estaria 100% mentindo para todo mundo aqui. Eu, inclusive, ainda seguro o que eu disse sobre ela quando ela lançou: é uma das melhores faixas de boygroup desse ano. A faixa é divertida, com um ritmo incrível que te prende na obra inteira, além de ser dançante e bem fora da linha do que os boygroups tentaram esse ano. EXO deveria se orgulhar de ter sido o único boy group da SM por não ter passado pelo raio NCTficador esse ano.

74º WEEEKLY – AFTER SCHOOL

E mais uma vez, esse ano, o Weeekly se mostrou ser um grupo bem ame ou odeie, onde uma título funciona e fica na minha playlist sempre agradando quando aparece, enquanto a outra é tão inofensiva que acaba sumindo e eu nem lembrando como ela era. After School é uma ótima faixa, que pega um pouco da proposta do debut das meninas e descontrói para ficar mais amigável para o ouvinte. É uma música bem divertida e jovial, que funciona muito bem por si só, e acho que esse é um dos principais motivos dela ter pego um certo viralzinho. Uma pena que ele não durou muito e elas deram uma deslizada com o comeback logo depois dela, porque After School facilmente é a melhor que o grupo lançou até agora.

73º HYO (FEAT. BIBI) – SECOND

Eis uma música que eu não escutei tanto esse ano, mas toda vez que ela toca eu relembro o quão agradável ela soa pra mim. Hyoyeon geralmente lança uns pacadões bem ame ou odeie, onde alguns funcionaram muito bem comigo (vide Dessert do ano passado) e outros eu só finjo que nunca aconteceram. Então Second ser algo tão bubbly e não tão pesado sonoramente por si só é uma grande surpresa. A música funciona por misturar esse ponto mais suave com algo que ainda funciona com a imagem da Hyo. Minha maior reclamação é a música ser um feat com a BIBI e a bicha só aparecer por meio segundo da faixa, mas de resto um ótimo single da Hyo.

72º WONHO – LOSE

Wonho pode não ter tido o ano mais incrível como solista, o seu último lançamento não funcionou nada comigo nessa tentativa de parecer um adolescente mesmo com ele estando com quase 30. Mas, podemos deletar a existência de Blue e simplesmente agradecer a todos os envolvidos em fazer Lose acontecer. Eu realmente curto bastante quando o Wonho decide seguir essa linha de raciocínio mais sensual e quase Taeminesca em seus lançamentos, onde ele aborda o assunto com delicadeza e sem precisar aspirar testosterona. É algo legal de se ouvir e faz com que a música encontre um equilíbrio perfeito dentro do estilo, fazendo dela uma grande delicia de se ouvir.

71º YUQI – BONNIE & CLYDE

Eu sei, eu disse que esse top seria só para kpop e se a gente for pensar direitinho o A Page foi um lançamento para o Yuqi se promover dentro da China, mas a gata ainda é idol de kpop e isso aqui foi lançando pela Cube então… cá estamos. Giant, título oficial desse single de debut, acabou me cansando muito rápido e ela acabou caindo fora da minha playlist muito rápido, enquanto a b-side (que logo depois ganhou clipe) acabou ganhando muita força e com facilidade pegou colocação por aqui. Eu realmente adoro os vocais mais roucos da Yuqi, acho eles extremamente agradáveis e fico extremamente feliz que em Bonnie & Clyde ela não precisou se forçar a nada mais agudo para se adequar. Isso contando com essa mistura de rock e country maravilhosa que a música é fazem com que tudo funcione e encaixe perfeitamente.

70º KEY – SATURDAY NIGHT

Se tem uma coisa que me trouxe uma alegria extrema esse ano foi o fato que o Key finalmente ganhou um comeback solo, do qual eu esperava somente o melhor possível (ainda mais olhando para o primeiro álbum dele, que foi incrível). Claro que essa não é a primeira aparição dele por aqui, já estou deixando isso bem claro pra depois não virem reclamar pra mim sobre isso. Saturday Night, b-side de Bad Love, segue a mesma linha que todo o mini álbum, explorando uma sonoridade mais retrô que, inclusive, combina extremamente bem com os vocais do Key. A faixa é divertida, mas bem contida, ela te leva nesse ritmo dançante mas que não explode e te deixa com esse gostinho de quero mais. Gosto muito de tudo aqui, desde o instrumental até a voz do Key que sabe explorar cada pontinho dessa música para fazer com que ela seja um ótimo número em seu mini.

69º STAYC – LOVE FOOL

STAYC esse ano fez seu nome, né? Foi um dos poucos grupos dessa nova geração a emplacar algo em charts e se manter estável nesses, mesmo com elas não seguindo a fórmula do ótimo debut delas. Love Fool é uma das b-sides do single do primeiro comeback delas, uma balada pop. Sim, você leu direito, balada pop. Pode até parecer estranho pra quem me conhece e sabe que eu não sou a maior fã de baladinhas, mas esse ano alguns grupos decidiram seguir o caminho das baladinhas mais pop e com mais pulso, onde a melodia não decai em algo sem graça e filler de álbum. Love Fool segue exatamente esse ponto, uma música mais lenta mas que ainda funciona justamente porque o instrumental tem força e os vocais ajudam a elevar a obra. Algo mais lento mas nem por isso tedioso de se ouvir, se todas as baladinhas dos álbuns fossem nesse nipe talvez eu deitasse com mais facilidade para elas.

68º PURPLE KISS – PONZONA

As novas meninas da empresa do Mamamoo finalmente tiveram seu debut esse ano, depois de duas ótimas pre-releases. Claro que depois de lançar duas músicas muito boas as expectativas para Ponzona eram que ela fosse acima da média, e assim foi feito. Purple Kiss entregou uma faixa dramática em seu debut, cheia de vocais melódicos e um conceito permeando algo meio creepy. Eu particularmente gosto bastante da abordagem do grupo a esse conceito e principalmente ADORO Ponzona e tudo o que ela traz pra gente como título do álbum. Um clipe ótimo para uma música bem acima da média, provavelmente elas foram o grupo que debutou em 2021 para o qual eu tenho mais expectativas para o ano que vem.

67º BRAVE GIRLS – AFTER WE RIDE

Lembram que eu disse que Chi Mat Ba Ram ficavam um pouco mais baixo porque ela acabou cansando depois de algum tempo? Pois bem, felizmente o sentimento com After We Ride foi bem melhor, principalmente porque ela é a sucessora espiritual de We Ride, que por si só já era uma faixa retrô maravilhosa. Os traços do estilo de sua antecessora ainda estão aqui, mas dão espaço para uma leitura um pouco mais dramática e até mesmo melancólica da faixa, onde as meninas expressam uma dor por um término. É outra faixa para a qual eu volto poucas vezes, mas toda a vez que eu escuto relembro o quão boa ela é e como as meninas entregaram tudinho nela.

66º ONEUS – BLACK MIRROR

Outro grupo masculino que se saiu relativamente bem esse ano foi o ONEUS, e eu digo o relativamente porque ainda tivemos No Diggity, faixa principal do full álbum do grupo que ainda é uma decepção em formato de faixa. O boy group só recebe meu perdão por dois motivos, um deles sendo Black Mirror. A música abraça um retrozinho bem safado e ritmico, que torna a faixa dançante e divertidíssima. Bem, nesse ponto vocês já entenderam que eu sou suspeita quando se fala de faixas com um pézinho no retrô, se não pelos meus posts individuais das faixas foi só pela quantidade de números nesse estilo por aqui. Black Mirror cai exatamente nisso, onde combina um estilo que eu gosto com facilidade com uma faixa que por si só funciona.

65º SOLBI – ANGEL

Essa aqui eu achei pela Rafa do AYO GG, que comentou sobre a música, que tinha 100% passado despercebida por mim, e fico felizona de ter dado uma chance pra essa aqui. Claro, isso aqui é a nata do nugu, pouco mais de 1000 visualizações nesse vídeo que coloquei aqui pra você, mas Angel tem uma qualidade muito acima do esperado, tanto de produção quanto da música em si que é MARAVILHOSA. Ela segue o modismo desse ano, o mesmo que já apareceu aqui uma trocentas vezes e eu já falei que é fácil de me captar, pega a base mais fácil do retrô e se constrói em cima disso com vocais que são tão bons que chega a me dar vontade de chorar. Chega a ser engraçado o tanto de qualidade que essa faixa tem, mas verdadeiramente é uma daquelas que vou repetir mil vezes para vocês darem uma chance.

64º (G)I-DLE – MOON

O Idle aparece mais uma vez no mesmo post, e se contar com a aparição solo da Yuqi são três vezes. De qualquer maneira, eu lembro de ter elogiado bastante o I Burn, justamente por ser um dos primeiros álbuns do Idle do qual eu acabei gostando de bastante coisa. Ele tem algumas músicas muito boas, mas a única b-side dele que aparece por aqui é Moon. Eu não sei o que acontece com ela, mas tem algo nessa faixa que te envolve e faz com que você volte para ela sempre que possível. Esse ritmo quase inebriante dos vocais com um instrumental que te passa uma impressão meio bêbada e essa conversa com a lua são tudo, e são eles que fazem com que essa faixa seja tão forte.

63º BIBI – EAT MY LOVE

Todo mundo sabe o quanto eu desgosto dessas faixas extremamente curtinhas que são feitas justamente pra stream, mas por deus a BIBI esse ano resolveu me entregar tudo nessa fórmula de coisa curtinha, que inferno! Eat My Love é uma faixa… estranha, sendo o mais direta o possível. Ela tem esse instrumental mais adocicado mas você sabe que o que você tá escutando não é algo tão infantilizado quanto a faixa parece ser. E talvez seja o motivo de eu me divertir tanto escutando Eat My Love, ela tem esse jeito sonoro quase debochado e extremamente engraçado de se ouvir. Cada linha da música é extremamente bem entregue pela BIBI com vocais super interessantes e cheios de conotações diferentes. Faixa divertida mas que eu sei que não é pra qualquer um.

62º ENHYPEN – TAMED-DASHED

Outra surpresa para mim esse ano vinda dos boy groups foi o Enhypen, e eu falo isso até que muito feliz porque os meninos esse ano seguiram uma linha muito boa de lançamentos. Um exemplo é Tamed-Dashed, uma faixa que eu acho que foi lançada fora de época, mas que ainda assim consegue ser mil vezes melhor do que muita coisa que saiu dentro do verão coreano de verdade. Eu realmente gosto e MUITO do instrumental dessa faixa, principalmente pela presença predominante de uma guitarra em versos e então algo mais eletrônico e forte no refrão, dando um pulso correto e formidável a faixa. E com o passar da música ela só vai melhorando e tomando mais corpo, se tornando uma ótima obra de se ouvir. Eu espero ver o Enhypen lançando mais coisas interessantes assim no ano que vem.

61º DREAMCATCHER – ODD EYE

É nesse momento que todo mundo se junta em volta de mim e fala “mas Dreamcatcher numa posição tão baixa no SEU TOP? Como pode?” e eu respondo com um: nem eu sei. Odd Eye é uma ótima faixa, que segue essa nova linha do Dreamcatcher de misturar um estilo sonoro com rock, com a escolha da vez sendo trap. Eu realmente gosto muito dela, mas eu infelizmente terei que colocar ela por aqui pura e simplesmente por a faixa perdeu pulso comigo no passar do ano, onde outras coisas acabaram me marcando mais e deixando uma impressão mais forte. É uma pena, porque mesmo em 61º Odd Eye ainda é uma faixa muito boa, que explora bem os dois estilos propostos e entrega um maravilhoso final a trilogia Dystopia. O único problema é estar num ano com coisas que acabaram sendo mais marcantes que ela, até mesmo b-sides do mesmo álbum.

E chegamos ao fim da segunda parte, e ai? Alguém já querendo cair no soco comigo por escolhas ou ainda estou a salvo? De qualquer maneira, no vemos amanhã na terceira parte, também conhecida como a metade desse top!

Outras partes: [100-81] [80-61] [60-41] [40-21] [20-1]

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