Música por Música

MÚSICA POR MÚSICA – CRAZY IN LOVE

E ai minha gente, tudo certinho? Pois eu espero que sim, porque hoje é dia de música por música e faziam alguns meses que eu não soltava um por aqui (principalmente que não saiu nenhum full álbum do meu interesse), e melhor jeito de trazer esse quadro de volta do que com Itzy? Bem, acho que todo mundo sabe, mas eu realmente curto bastante a discografia do grupo, mesmo que ela seja falha em diversos pontos e existam algumas músicas que certeza que se você escuta e diz que são boas tu precisa urgentemente de ver como está sua audição. Eu mesma duvido da minha de vez em quando. De qualquer maneira, vamos começar essa review.

Crazy In Love é o primeiro álbum completo do grupo, mas com alguns poréns que acho válidos já apontar: são nove músicas novas e exclusivas e o resto são instrumentais de músicas já lançadas pelo grupo, isso incluindo LOCO e mais uma versão em inglês pra ela. Eu não vou comentar essas versões, já estou deixando isso bem avisado pra vocês. E já deixo bem claro, esse problema VAI tirar pontos do álbum comigo.

1. LOCO

Uma coisa que posso ter certeza é o quanto essa thumbnail ainda é porca, pelo amor viu JYP? De qualquer maneira, como eu havia previsto, LOCO acabou me ganhando na insistência. Não é a melhor música do Itzy e foi um comeback um tanto quanto underwhelming, isso eu vou acabar repetindo, mas é uma música que no fim do dia é mais simpática que aquele treco que foi MITM e eu realmente gostar do Itzy me torna completamente suspeita com isso. Sabe eu com Next Level do aespa? Basicamente a mesma coisa (mas não muito, Next Level tá em terceiro lugar das minhas mais escutadas esse ano…………………)

2. SWIPE

Olha ai o clipe quentinho direto do forno! Eu realmente não queria ter tantas ressalvas contanto a essa música, mas depois de escutar ela algumas vezes Swipe não me parece tão ruim quanto antes. Sim, ela ainda é ruim e é o tipo de música que eu geralmente passo longe, mas o instrumental dela tem alguma coisa que funciona muito bem e faz com que ela não me incomode mais tanto. Ainda assim, eu não consigo ignorar os diversos problemas dessa música, principalmente o refrão que parece tão vazio. Swipe é exatamente o que qualquer grupo vem lançando nesse momento, com uma pitada de try hard e um pouco de trap que fazem a gente questionar o que rola na cabeça dos produtores do Itzy. De novo, ela não me incomoda tanto mas ainda assim não é boa.

3. Sooo LUCKY

I’M LUCKY LUCKY LUCKY, YOU’RE SO LUCKY LUCKY LUCKY!!! No momento que essa música começou a tocar eu já sabia que me apaixonaria por ela, principalmente por essa vibe tão leve e deliciosa que ela me traz. Sooo LUCKY é uma música que segue uma linha de instrumental simples mas que te puxa por inteiro pra ela, sem tentar nada muito extraordinário, mas ainda se esforçando pra te entregar um produto extremamente bem feito e amarradinho. É melhor ainda que funciona perfeitamente nos vocais do Itzy, que são o motivo de eu ter gostado TANTO dela. Acima de tudo, Sooo LUCKY é uma música divertida de se ouvir e principalmente leve, e acho que isso adiciona muito a ela, principalmente vindo depois de duas músicas que são sonoramente pesadas. Eu que sou sortuda por essa aqui ter vindo logo agora.

4. #Twenty

Eu queria ter odiado essa música, mas no momento que meu cérebro pensou “nossa isso parece com uma música do PSY” eu vendi minha alma pro diabo e acabei curtindo essa porcaria. E eu já vou dizendo, ela não é uma música boa mas ao mesmo tempo eu acho ela engraçada e isso ganha meu passe de “ok, vai pra playlist”. Uma coisa que vocês vão perceber nesse começo do álbum é que as músicas ficam pulando entre uma sonoridade mais bubblegum e fácil de digerir e algo que beira o try hard disfuncional. Eu não sei o quão intencional isso é, mas #Twenty faz um triozinho perfeito com Swipe e Gas Me Up (ah, Gas Me Up……..) Horrorosa com os versos completamente jogados e um refrão que não faz muito sentindo, mas acho que o fato dela ser engraçadinha pra mim faz com que eu delete por inteiro esses fatores.

5. B[OO]M-BOXX

Que nome infernal de se escrever, pelo amor viu? Como eu disse, esse álbum fica pulando de um estilo pro outro e essa aqui faz uma ótima duplinha com LOCO. O estilo é bem parecido, mas B[OO]M-BOXX é mais fácil de digerir do que a título do álbum. Os vocais nela estão maravilhosos quando eles finalmente decidem aparecer, isso combinado com um refrão divertido e os versos de início causam um estranhamento, mas que aos poucos desaparece com a música ganhando ritmo e se tornando algo que provavelmente veríamos o Itzy lançando como b-side de um álbum como Icy. Eu gostei dela, mas vai depender muito do quanto você consegue suportar os versos. É uma música interessante no fim das contas, mas meio hit or miss demais em alguns pontos.

6. Gas Me Up

Músicas que eu gostaria que fossem um surto coletivo é a maneira perfeita de descrever essa aqui. Acho que das 3 que forçam um pouco mais a minha amizade, essa é a que faz eu cortar os laços de vez, porque se você engoliu isso aqui eu tenho péssimas notícias… Gas Me Up me parece completamente desconexa em tantos pontos que pra mim ela parece uma colcha de retalhos, onde saíram pegando partes desfuncionais de diversas músicas e juntando numa música mais desfuncional ainda. Ela não funciona em nenhum momento, nem no momento onde os vocais aparecem, justamente pela cadência que não faz sentido nenhum. Isso sem contar no refrão falado que por deus, quando vocês vão aprender que isso não funciona, eim?

7. LOVE is

A sucessora espiritual de Nobody Like You, que recebeu um pós tratamento melhor que faz com que ela funcione melhor ainda do que a inspiração inicial. O que me faz relacionar ambas é que elas soam como uma OST de um filme de coming of age, e eu geralmente tenho um lado meio soft por músicas nesse nipe. Eu realmente gosto do instrumental aqui, principalmente como ele se constrói em versos bons e uma evolução pra ganhar ritmo no refrão. Os vocais também estão ótimos, principalmente por entregar essa sensação meio melancólica mas vívida muito bem. LOVE is é uma ótima música e provavelmente fica entre as melhor do álbum junto com Sooo LUCKY (mesmo não passando dessa em qualidade).

8. Chillin’ Chillin”

Enquanto algumas músicas desse álbum caem perfeitamente no “ame ou odeie” Chillin’ Chillin” ainda me deixa meio confusa contanto aos meus sentimentos com ela. Não é necessariamente uma música horrorosa igual Gas Me Up, tendo até uma vibe meio adocicada nela, mas ao mesmo tempo ela não tem força pra fazer com que eu realmente goste dela. Os vocais do grupo tem pontos muito altos nessa música, principalmente próximo ao final, mas ao mesmo tempo tem momentos que eles parecem tão fora de ritmo que sei lá sabe? Definitivamente mais fácil de digerir que as músicas mais direcionadas ao trap desse álbum, ainda mais por ter uma construção mias virada pro bubblegum, mas ainda assim parece que falta algo pra ela ser boa de verdade.

9. Mirror

Pensando que se tem uma coisa que realmente não me atrai nos grupos da JYP são as baladas deles. Eu já não sou a maior fã de baladinhas e geralmente eu acho elas meio filler em álbuns, principalmente quando aparece mais de uma nesse estilo. Nesse caso Mirror é filha única, mas não deixa de me passar a impressão que ela tá realmente ai pra ocupar espaço que uma música melhor poderia ocupar. É uma música lentinha sem muita personalidade, que inclusive me lembra um pouco as baladinhas do Twice que são completamente dispensáveis.

NOTA DO ÁLBUM: 4,8/10

Crazy In Love não necessariamente é um álbum ruim do Itzy, isso eu tenho que admitir, mas ele acaba falhando em diversos aspectos com alguns problemas que pra mim não dá pra ignorar. A organização desse álbum está horrorosa, falta muita coesão quando se fala dos posicionamentos de cada uma das músicas, a única que se salva disso é Mirror que por ser balada tem que ficar no final mesmo. Essa mistura de ritmos, onde o álbum pula de um para o outro não ajuda a evidenciar músicas que poderiam facilmente serem boas. Eu precisei escutar diversas vezes, repetindo as músicas sem ir pra próxima pra tentar não ter a linha de raciocínio atrapalhada pela falta de coesão da coisa toda.

Outra coisa que me incomoda muito é a reciclagem descarada que rolou aqui. Crazy In Love tem um total de DEZESSEIS músicas, sendo que somente NOVE delas são novas e o resto são instrumentais de títulos antigas do grupo. E se tem uma coisa que desvaloriza e muito um full álbum pra mim é esse tipo de escolha. Nenhuma dessas músicas vieram de singles que antecederam e faziam parte do álbum (caso do Querencia da Chungha), são músicas que tiveram seus álbuns, tiveram seus singles trabalhados uma por uma, não existe motivo para colocar essas músicas nesse álbum além de preguiça.

Crazy In Love é um full álbum completamente preguiçoso que eu acho que não deveria ter sido chamado de full se foi pra ser trabalhado dessa maneira, principalmente pensando que o It’z Me (álbum de Wannabe) tem sete músicas e foi anunciado como mini. São duas músicas a menos. De qualquer maneira, das nove novas eu salvei cinco músicas e acho que isso fala um pouquinho sobre o quanto eu gostei do álbum em si. Algumas músicas são ótimas, outras são completamente dispensáveis e somente uma está acima do nível da coisa toda, formando um álbum que é ok, escutável, mas não maravilhoso. Novamente: existem muitos problemas com algumas músicas.

E com esse rant enorme é que eu termino a review do primeiro full álbum do Itzy, algo que no começo do ano eu estava hypada por e agora eu só consigo pensar que JYP anda tomando diversas decisões erradas com o grupo. Crazy In Love poderia ter sido muito melhor, e acho que não preciso me repetir contanto a isso.

PS: esse post era pra ter saído mais cedo mas essa que vos fala tava tão cansada que nem conseguiu sair da cama pra fazer uma capa mais ou menos pra isso mais cedo. Oops.

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